Rezo ao universo
Rezo ao cosmo
Não rezo para o bem
Tampouco para o mal
Rezo para os justos
Rezo para os injustos
Não rezo pelo sucesso
tampouco pela ruína
Rezo pelas conseqüências
Que pague o preço das escolhas
Que receba o que merece
Assuntos diversos, escolhidos a meu bel prazer. Sem compromisso nenhum, nem mesmo com a moral e os bons costumes.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Miragem
O muro das lamentações,
meu mundo inferior dos desesperos.
Assim tenho tratado este espaço. Por vezes registro também minha felicidade. Mas a felicidade não é minha maior inspiração.
As ultimas postagens tiveram todas condições propicias para existir. Uma leve tristeza, tempo sozinho e sempre boa música que acompanha cada criação
Gostaria de escrever sobre alegria, não será agora. Mas não estou triste.
Eu sempre vou me destruir pelo meu excesso de sinceridade, as vezes demoro a falar mas falo. Não suporto quem não o é.
Por que me trata de uma maneira se me quer de outra?
Não iluda. Para alguns, eu incluso, viver na ilusão é o décimo circulo do inferno.
meu mundo inferior dos desesperos.
Assim tenho tratado este espaço. Por vezes registro também minha felicidade. Mas a felicidade não é minha maior inspiração.
As ultimas postagens tiveram todas condições propicias para existir. Uma leve tristeza, tempo sozinho e sempre boa música que acompanha cada criação
Gostaria de escrever sobre alegria, não será agora. Mas não estou triste.
Eu sempre vou me destruir pelo meu excesso de sinceridade, as vezes demoro a falar mas falo. Não suporto quem não o é.
Por que me trata de uma maneira se me quer de outra?
Não iluda. Para alguns, eu incluso, viver na ilusão é o décimo circulo do inferno.
Marcas
Sob o solar,
Não te livrarás do mal.
Dias lhe pervertem.
Sob o luar,
Não te livrarás do mal!
Noites lhe corrompem.
Sob o eclipse,
Não te livrarás do mal!
Trevas lhe seduzem.
Sob nenhum teto,
Não te livrarás do mal!
O mal está em ti.
Não te livrarás do mal.
Dias lhe pervertem.
Sob o luar,
Não te livrarás do mal!
Noites lhe corrompem.
Sob o eclipse,
Não te livrarás do mal!
Trevas lhe seduzem.
Sob nenhum teto,
Não te livrarás do mal!
O mal está em ti.
Repulsa
Raiva me alimenta,
Ódio me aquece,
Fúria me apetece.
Cólera que fomenta
Ira que incita
Sanha maldita
Ergue-te mais alto
Queima mais forte
Está vivo
Ódio me aquece,
Fúria me apetece.
Cólera que fomenta
Ira que incita
Sanha maldita
Ergue-te mais alto
Queima mais forte
Está vivo
domingo, 13 de maio de 2012
Saudosismo
Não vinha à casa de meus pais há algum tempo, meses. Esta vista me deixou extremamente saudosista, encontrei objetos, mensagens que me remetem a diversas fases de minha vida. Que moldaram muito do que me tornei.
Destas várias pessoas que passaram, hoje tenho contato com poucos. Amigos que convivi intensamente e que hoje não mais vejo. A vida nos levou em direções opostas.
O carinho é eterno. Este não se modificou nem sequer por um dia.
Tempos aureus de uma época que não voltará. Época que não quero esquecer. Uma época que quero somar às que virão.
Destas várias pessoas que passaram, hoje tenho contato com poucos. Amigos que convivi intensamente e que hoje não mais vejo. A vida nos levou em direções opostas.
O carinho é eterno. Este não se modificou nem sequer por um dia.
Tempos aureus de uma época que não voltará. Época que não quero esquecer. Uma época que quero somar às que virão.
sábado, 19 de março de 2011
Dualidade
O mundo é dicotômico.
Só existe o masoquista com as mãos do sádico,
Só existe o desgosto com as mãos do carrasco.
Age, reage,
Reflete.
O sofrimento que mais se sofre é aquele que te causo
Só existe o masoquista com as mãos do sádico,
Só existe o desgosto com as mãos do carrasco.
Age, reage,
Reflete.
O sofrimento que mais se sofre é aquele que te causo
domingo, 13 de março de 2011
Livros e Música
Não gosto do Carnaval. Nunca gostei.
Não gosto de Axé, apesar de já ter dançado a seu som. Não gosto de aglomerações, apesar de por vezes querer frequentá-las. Não gosto de assistir o desfile das escolas de samba na tv, apesar de querer um dia assistir ao vivo. Mas principalmente não gosto da hipocrisia do carnaval, os 5 dias da festa da carne onde tudo é permitido sobrando 360 dias de falso moralismo, apesar deste não ser o tema desta postagem.
Meu plano era viajar, não deu certo.
Meu plano então era montar um plano e ir para casa.
Não queria (como não quis e no momento em que escrevo não quero) "pular carnaval". Precisava (precisei e no momento não se se preciso) me desligar do mundo.
Viajando ou não, o plano era relaxar. Mas como adaptar minah necessidade ao novo roteiro para o feriado?
Recebi sugestões de alguns amigos amigos, e alguns não tão amigos, nem todas para especificamente o carnaval, mas as duas principais são aqui transcritas.
Para fugir do Axé, fones de ouvido.
Para fugir dos problemas, ler Stephen King.
Interlúdio - Minha casa
Aos que já visitaram minha casa, a casa que passei minha infância, a casa que ainda não deixei partindo para aquela que efetivamente será minha, a estes que relembrem e aos outros que imaginem, que mesmo sendo localizada em uma rua tranquila. São dois pavimentos, meu quarto o único do segundo andar, de frente para a rua. O som das festas na cidade pode ser ouvido de alguns pontos da casa claramente. Os comodos abençoados (?) com esta acustica são os banheiros e meu quarto.
Tinha obstáculos. Meu celular que no momento é meu único tocador de MP3 estava sem cartão de memória. Sobrava o velho Discman, que por mais brega que pareça é esse o nome na tampa. Mas ouvir o que na era digital, onde arrumar cds de meu agrado no sábado a noite? Fui aos cds de coleções de jornais e revistas que meu pai tinha. Escolhi música clássica. Alguns ainda em embalagens plásticas, ninguém nem toca naqueles cds. Nunca tive o hábito de ouvir música clássica, conheço um pouco de Dvorak, Richard Wagner ou ainda Bethovem.
Escolhi Wolfgang Amadeu Mozart, Frédéric Chopin e Nikolay Rimsky-Korsakov.
E assim passei minhas madrugadas carnavalescas. Não li Stephen King. Terminei de ler "O Restarante no final do universo" de Douglas Adams e comecei e terminei "A estrada da noite" de Joe Hill, que descobri depois ser filho de King.
Tudo isso apenas para dizer que, na segunda-feira de carnaval, fugindo do som de fora, escutando o terceiro cd, Korsakov no caso, e em companhia apenas de meu livro percebi que estava feliz. E ri de mim mesmo e da simplicidade daquilo. Enquanto muitos, se não a maioria, procurava se divertir embalados a outras canções e empenhados em outras ações, eu estava ali, feliz.
Feliz por estar fazendo algo que se mostrou muito prazeroso. Algo que isto foi o máximo que tento explicar. Vi que não preciso fazer o que a esmagadora maioria fazia pra ser feliz, e mesmo que por aquele instante, me senti feliz.
Vi que, mesmo com improvisos em meu plano, sabendo que aquela era a melhor situação possíel, que estava com as melhores companhias disponíveis, podia desfrutar e muito delas.
A intenção é apenas o relato. Não é receita de felicidade ou afirmação de que serei feliz daqui em diante. Não. Queria apenas descrever o ocorrido e os eventos que levaram à ele.
Continuarei lendo meus livros.
Quanto à música clássica, foi ótima naquele momento, talvez continue ouvindo-a, talvez ouça outra coisa, isso não posso precisar. A ouvirei novamente quando tiver vontade.
Não gosto de Axé, apesar de já ter dançado a seu som. Não gosto de aglomerações, apesar de por vezes querer frequentá-las. Não gosto de assistir o desfile das escolas de samba na tv, apesar de querer um dia assistir ao vivo. Mas principalmente não gosto da hipocrisia do carnaval, os 5 dias da festa da carne onde tudo é permitido sobrando 360 dias de falso moralismo, apesar deste não ser o tema desta postagem.
Meu plano era viajar, não deu certo.
Meu plano então era montar um plano e ir para casa.
Não queria (como não quis e no momento em que escrevo não quero) "pular carnaval". Precisava (precisei e no momento não se se preciso) me desligar do mundo.
Viajando ou não, o plano era relaxar. Mas como adaptar minah necessidade ao novo roteiro para o feriado?
Recebi sugestões de alguns amigos amigos, e alguns não tão amigos, nem todas para especificamente o carnaval, mas as duas principais são aqui transcritas.
Para fugir do Axé, fones de ouvido.
Para fugir dos problemas, ler Stephen King.
Interlúdio - Minha casa
Aos que já visitaram minha casa, a casa que passei minha infância, a casa que ainda não deixei partindo para aquela que efetivamente será minha, a estes que relembrem e aos outros que imaginem, que mesmo sendo localizada em uma rua tranquila. São dois pavimentos, meu quarto o único do segundo andar, de frente para a rua. O som das festas na cidade pode ser ouvido de alguns pontos da casa claramente. Os comodos abençoados (?) com esta acustica são os banheiros e meu quarto.
Tinha obstáculos. Meu celular que no momento é meu único tocador de MP3 estava sem cartão de memória. Sobrava o velho Discman, que por mais brega que pareça é esse o nome na tampa. Mas ouvir o que na era digital, onde arrumar cds de meu agrado no sábado a noite? Fui aos cds de coleções de jornais e revistas que meu pai tinha. Escolhi música clássica. Alguns ainda em embalagens plásticas, ninguém nem toca naqueles cds. Nunca tive o hábito de ouvir música clássica, conheço um pouco de Dvorak, Richard Wagner ou ainda Bethovem.
Escolhi Wolfgang Amadeu Mozart, Frédéric Chopin e Nikolay Rimsky-Korsakov.
E assim passei minhas madrugadas carnavalescas. Não li Stephen King. Terminei de ler "O Restarante no final do universo" de Douglas Adams e comecei e terminei "A estrada da noite" de Joe Hill, que descobri depois ser filho de King.
Tudo isso apenas para dizer que, na segunda-feira de carnaval, fugindo do som de fora, escutando o terceiro cd, Korsakov no caso, e em companhia apenas de meu livro percebi que estava feliz. E ri de mim mesmo e da simplicidade daquilo. Enquanto muitos, se não a maioria, procurava se divertir embalados a outras canções e empenhados em outras ações, eu estava ali, feliz.
Feliz por estar fazendo algo que se mostrou muito prazeroso. Algo que isto foi o máximo que tento explicar. Vi que não preciso fazer o que a esmagadora maioria fazia pra ser feliz, e mesmo que por aquele instante, me senti feliz.
Vi que, mesmo com improvisos em meu plano, sabendo que aquela era a melhor situação possíel, que estava com as melhores companhias disponíveis, podia desfrutar e muito delas.
A intenção é apenas o relato. Não é receita de felicidade ou afirmação de que serei feliz daqui em diante. Não. Queria apenas descrever o ocorrido e os eventos que levaram à ele.
Continuarei lendo meus livros.
Quanto à música clássica, foi ótima naquele momento, talvez continue ouvindo-a, talvez ouça outra coisa, isso não posso precisar. A ouvirei novamente quando tiver vontade.
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