Eu devia comprar um daqueles galos do tempo.
Hora de ir pra casa dos meus pais, olho o céu e penso, vai chover, espero que não agora. Descendo o morro, sinto gotas, o que faço? Volto? Não. Vamos em frente, dá tempo, ainda não está chovendo.
Meu destino estava próximo quando começa a chover mais, e mais. Imaginem muita chuva, e depois o triplo disto. Poças enormes pelo chão e carros jogando MUITA água nos pedestres. E imaginem agora eu no meio disso tudo.
O que levar a partir desta experiência?
- Levar um guarda chuva quando achar que pode chover.
- Xingar mais os carros.
- Não achar que vai dar tempo, não dá.
Bem, no fim, a única coisa boa é que de baixo de tanta chuva, eu devia estar sexy, camiseta branca e calça jeans molhados, cabelo molhado e aquele olhar de "a água está batendo no meu rosto". Com um galinho do tempo isto não aconteceria.
Hawt!
PS: Não vou colocar imagem de camiseta molhada aqui, esse é um blog sério (?). Fica a carta clow "The Rain".
Assuntos diversos, escolhidos a meu bel prazer. Sem compromisso nenhum, nem mesmo com a moral e os bons costumes.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Tolerância?
Minha fase de 13-14 anos moldou muito do que sou hoje. Muito mesmo. Fiquei mais extrovertido nessa época, e olha que ainda sou muito tímido. Mas não é disso que quero falar.
Nessa época, uma colega de escola arrumou um namorado, e volta e meia eu ouvia uma histórias de que ela estava sendo traída. Nessa mesma época ouvi um sábio conselho: "Não se meta". E a explicação "você conta, a pessoa vai tirar satisfação com o namorado(a), ele(a) enrola a pessoa, e no fim você que fica de mal na história." Se a pessoa corneada for do sexo oposto, é sempre por que você está fazendo intriga por que quer "pegar" esta pessoa. Se for do mesmo sexo, você quer é o corneador.
Isso todos estamos familiarizados. Mas apenas com o tempo que entendi as reais implicações disto. O apaixonado fica trouxa. Alguns mais, outros menos. Mas ficam trouxas. E nisto não vêem nem o óbvio.
Tenho alguns amigos em relacionamentos que, eu de minha visão de espectador, considero falidos. Normalmente eu sigo este conselho, sábio conselho, e fico calado. Mas ultimamente tenho visto tanto, que não consigo ficar calado. E eu me sinto mal por isso.
Já me falaram que eu só falo o que falo, por que eu falo pra essas pessoas na cara que são trouxas, que não devem aguentar certas situações, que lhes falta amor prórpio, porque eu nunca tive um grande amor. Realmente, nunca tive um grande amor arrebatador de montanhas e capaz de abrir os mares, mas eu venho pensando que, se isto que vejo nessas pessoas em particular for este amor, prefiro ficar sozinho. Por que quando ouço o "você vai se apaixonar e entender" é quase como se me desejassem um "você vai sofrer".
Onde está escrito que amor é sofrimento, excluindo claro aqueles romances românticos?
Eu não quero sofrimento pra mim. Mas algum casal não briga, perguntam-me? Sim brigam, mas uma discussão com respeito é até saudável, perdido o respeito, perdeu-se tudo.
Eu veementemente acredito que, o dia que eu perder o respeito por alguém, eu não preciso mais dessa pessoa nem pra limpar o chão onde piso.
E essa tem sido minha crise, pois eu sempre fui reservado e nunca me foi fácil demonstrar sentimentos. Será que eu estou errado? Será que eu aprendi errado? Ou será que meus amigos precisam de mais saúde mental?
O tempo leva tudo, e espero que leve destes a tristeza que carregam, e que melhor, o tempo lhes traga experiência. Pois a única coisa que o tempo nos trás é o melhor entendimentos das situações, dos fenômenos. Não deve haver um certo, nem um errado, mas o mesmo tempo, espero, traga alguma luz sobre qual dos caminhos é melhor a seguir.
PS.: Eu preciso descarregar alguns sentimentos, pra conseguir conviver entre os meios. Tenho precisado exercitar minha tolerância.
Nessa época, uma colega de escola arrumou um namorado, e volta e meia eu ouvia uma histórias de que ela estava sendo traída. Nessa mesma época ouvi um sábio conselho: "Não se meta". E a explicação "você conta, a pessoa vai tirar satisfação com o namorado(a), ele(a) enrola a pessoa, e no fim você que fica de mal na história." Se a pessoa corneada for do sexo oposto, é sempre por que você está fazendo intriga por que quer "pegar" esta pessoa. Se for do mesmo sexo, você quer é o corneador.
Isso todos estamos familiarizados. Mas apenas com o tempo que entendi as reais implicações disto. O apaixonado fica trouxa. Alguns mais, outros menos. Mas ficam trouxas. E nisto não vêem nem o óbvio.
Tenho alguns amigos em relacionamentos que, eu de minha visão de espectador, considero falidos. Normalmente eu sigo este conselho, sábio conselho, e fico calado. Mas ultimamente tenho visto tanto, que não consigo ficar calado. E eu me sinto mal por isso.
Já me falaram que eu só falo o que falo, por que eu falo pra essas pessoas na cara que são trouxas, que não devem aguentar certas situações, que lhes falta amor prórpio, porque eu nunca tive um grande amor. Realmente, nunca tive um grande amor arrebatador de montanhas e capaz de abrir os mares, mas eu venho pensando que, se isto que vejo nessas pessoas em particular for este amor, prefiro ficar sozinho. Por que quando ouço o "você vai se apaixonar e entender" é quase como se me desejassem um "você vai sofrer".
Onde está escrito que amor é sofrimento, excluindo claro aqueles romances românticos?
Eu não quero sofrimento pra mim. Mas algum casal não briga, perguntam-me? Sim brigam, mas uma discussão com respeito é até saudável, perdido o respeito, perdeu-se tudo.
Eu veementemente acredito que, o dia que eu perder o respeito por alguém, eu não preciso mais dessa pessoa nem pra limpar o chão onde piso.
E essa tem sido minha crise, pois eu sempre fui reservado e nunca me foi fácil demonstrar sentimentos. Será que eu estou errado? Será que eu aprendi errado? Ou será que meus amigos precisam de mais saúde mental?
O tempo leva tudo, e espero que leve destes a tristeza que carregam, e que melhor, o tempo lhes traga experiência. Pois a única coisa que o tempo nos trás é o melhor entendimentos das situações, dos fenômenos. Não deve haver um certo, nem um errado, mas o mesmo tempo, espero, traga alguma luz sobre qual dos caminhos é melhor a seguir.
PS.: Eu preciso descarregar alguns sentimentos, pra conseguir conviver entre os meios. Tenho precisado exercitar minha tolerância.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
programação
Quase seis meses da minha última postagem. Escrever é um estado de espírito. Não que eu tenha passado seis meses sem ter a vontade de escrever, ou a inspiração. As circunstancias me fizeram parar de postar.
Cheguei a esboçar alguns textos, que talvez eu termine, mas não gostei deles, não os achei dignos. Me cobrei demais e fiz de menos.
A verdade é que tenho estado chato e sem paciência. Mais que o usual.
Vi uma cena no twitter mais cedo, na verdade duas, com protagonistas diferentes. Fico pensando o quão sozinhos somos, precisamos o tempo todo ser reconhecidos pelos outros. Alguns querem mais reconhecimento, outros menos. Mas no fim é o que queremos. E cada um tenta atingir seu objetivo à sua maneira.
Quanto preciso que os outros me vejam?
Eu a partir de um comentário aqui neste blog tinha feito um pacto comigo mesmo, não fazer perguntas que não vou alcançar respostas, não me torturar com isso.
Quebrado momentaneamente o pacto, é hora de voltar ao normal.
Tenho plena consciência que esta postagem está pior que os meus rascunhos que ainda não publiquei. Mas ela é, como muitas, uma postagem pra mim, demonstrando ainda a minha dificuldade em escrever algo com sentido de uma vez.
O que vem por aí? O grande post sobre presentes, a narrativa de algumas experiências de quinta, e quem sabe o que mais.
Cheguei a esboçar alguns textos, que talvez eu termine, mas não gostei deles, não os achei dignos. Me cobrei demais e fiz de menos.
A verdade é que tenho estado chato e sem paciência. Mais que o usual.
Vi uma cena no twitter mais cedo, na verdade duas, com protagonistas diferentes. Fico pensando o quão sozinhos somos, precisamos o tempo todo ser reconhecidos pelos outros. Alguns querem mais reconhecimento, outros menos. Mas no fim é o que queremos. E cada um tenta atingir seu objetivo à sua maneira.
Quanto preciso que os outros me vejam?
Eu a partir de um comentário aqui neste blog tinha feito um pacto comigo mesmo, não fazer perguntas que não vou alcançar respostas, não me torturar com isso.
Quebrado momentaneamente o pacto, é hora de voltar ao normal.
Tenho plena consciência que esta postagem está pior que os meus rascunhos que ainda não publiquei. Mas ela é, como muitas, uma postagem pra mim, demonstrando ainda a minha dificuldade em escrever algo com sentido de uma vez.
O que vem por aí? O grande post sobre presentes, a narrativa de algumas experiências de quinta, e quem sabe o que mais.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Interseção
Interseção não é nem de longe o termo adequado para a histórias de três pessoas. Uma dotada de incrível inteligência, hoje classificada como uma inteligência lerda pelo menos até que a própria consiga dobrar a semântica e criar um novo vocábulo. A segunda, estressada, diferente dos demais, não somente pelos traços, mas também por suas opiniões. O terceiro, é difícil falar dele, digamos apenas que alguém que veio de uma pequena cidade e hoje ainda tenda achar seu lugar no mundo.
Mais difícil ainda é descrever como os acasos os juntaram. Cada um veio de um lugar diferente, com expêriencias diferentes, apenas a mesma sala de aula compartilhavam em comum. Conversas tolas,assuntos irrelevantes, longos intervalos entre aulas, trabalhos estressantes. Tudo o que contribuiu para que se conhecessem. Não sei dizer o exato momento que as coisas aconteceram, me parece que, entre uma prática de bioquímica (a ultima do ano), o trote aos recém chegados calouros e recados no orkut durante as férias, eles se notaram e se fizeram notar.
Ao final daquele semestre estava formado, talvez o trio mais ácido, mais divertido, mais falante e principalmente mais amigo estava formado. Compartilharam momentos e sentimentos, que sem hipérboles, valeram uma vida, quiçá mais de uma.
Durou relativamente pouco. Um ano juntos, talvez mais, talvez menos. O tempo não era importante. Mas o mesmo acaso os separou. Mas Fisicamente.
As vezes fui egoísta. Quando vocês partiram meninas, eu pensei "mas ao menos elas terão novas pessoas para conhecer, e eu ficarei aqui". Não um pensamento rejeitando as pessoas que aqui ficaram, mas a impressão sempre foi a de que as pessoas daqui eu já conheci, e dentre elas, elegi vocês como as minhas favoritas. A parte boa é que com isso, conheci gente que já "conhecia".
Aqueles três já brigaram, e muito. Muitas vezes de tão parecidos, veem os defeitos deles mesmos no outro, e por isso brigam. Outras vezes, somente por opiniões diferentes. Mas sempre sairam melhor das brigas do que entraram. Brigar e discutir fizeram e fazem parte do processo.
As vezes eu penso como seria, se ainda continuassem aqui meninas. O que estaríamos fazendo, e o que gostaríamos de fazer? Será que eu seria parecido com o que sou hoje? A presença física de vocês faz falta. E mudou minha forma de agir, de pensar, de falar.
As honras desta postagem vão àqueles três. Cheios de histórias para contar. Cheios de saudades uns dos outros. Cheios de vontade de se encontrar. Cheios de saudosismo com o tempo que se passou. Que se tornaram amigos, irmãos, que eram um de três. Que são a razão, a sabedoria e emoção, e que se alternam a cada momento.
sábado, 5 de junho de 2010
Personas
Um blog com uma temática inspirada em jogos eletrônicos merece uma postagem sobre o tema.
Já ri, me diverti, passei o tempo, fugi de problemas, tudo em frente a uma TV conectada a este tão interessante equipamento. Já me emocionei com a morte de Aerith, ou com a mensagem de despedida de Yuna.
Meu gosto é pelo RPGs, pelas histórias. E aí chegamos à Shin Megami Tensei: Persona 3, ou como foi lançado no Japão, simplesmente Persona 3. Além do de praxe, neste jogo você pode criar laços com os personagens, os social links. Com cada social link representando um arcano maior do tarô. O que representa o Sol é um homem “morrendo”, que visita os templos aos domingos. Em uma das conversas ele confessa não conseguir terminar de ler os livros que começa.
Bom, eu não consigo terminar muitos dos RPGs que começo. Com livros não tenho este problema, mas já perdi a conta do número de jogos que cheguei ao final, peguei as melhores armas, matei os chefões secretos, mas não vi o final.
Memento
O próximo post,
Poderia ser muita coisa. Não é.
São fragmentos, ficções, sentimentos, desilusões.
Hoje me recordei de algo há um tempo esquecido.
Do que quem sabe um dia teria sido, e me dei conta.
Entendi que hoje, não faço a menor questão de cogitar as várias possibilidades que poderiam ter se realizado.
Tornei-me inerte.
Não a vida, mas a esta lembrança.
Foste comigo frio como mármore.
Mesmo mármore com qual forjei a lápide de sua memória.
Em seu epitáfio apenas lê "Não mais aqui, seguiu adiante".
Comentários pessoais? Soou ressentido talvez. Quanto à parte real do texto não há motivações de ressentimento. Apenas um belo saudosismo.
Aí esta uma bela frase, para meu epitáfio. Mas, deixemos este assunto pra daqui a uns 100 anos.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Abismo
Uma das Raison d'etre deste blog é a de registrar, para mim, momentos que me foram marcantes (e quem sabe rir ou me lembrar com carinho daqui a algum tempo), assim como compartilhar experiências e descarregar angústias. Sim, este é um blog multitarefa.
Terça, em uma interessante discussão de metodologia científica, não sei por que cargas d'água surgiu o assunto de que alguns recentes estudos estão correlacionando o uso de inibidores da fosfodiesterase-5, como o Sildenafil (Viagra), com perda auditiva. Nisto, meu professor, de mais de 80 anos disse: "Hein?"
Tá bom, tá bom, não foi isso que ele disse! Ele falou "é uma questão de ver o que é preferível, ficar surdo ou o abismo."
Terça, em uma interessante discussão de metodologia científica, não sei por que cargas d'água surgiu o assunto de que alguns recentes estudos estão correlacionando o uso de inibidores da fosfodiesterase-5, como o Sildenafil (Viagra), com perda auditiva. Nisto, meu professor, de mais de 80 anos disse: "Hein?"
Tá bom, tá bom, não foi isso que ele disse! Ele falou "é uma questão de ver o que é preferível, ficar surdo ou o abismo."
Abismo foi uma das mais peculiares descrições que já vi para esta situação.
P.S.: Ainda não estou na fase de tão relevante dilema.
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